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set 15 2012

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PF prende seis pessoas acusadas de extrair madeira em terras indígenas no MA

Seis pessoas, entre elas quatro que estavam com fardamento da prefeitura de Maranhãozinho, e dois motoristas de caminhões, foram presas acusadas de fazer parte de uma quadrilha que age na extração de madeira, em terras indígenas do Alto-Turiaçu, de forma ilegal. A ação foi realizada pela Polícia Federal, nos últimos dias 12 e 13, como parte da Operação Arco de Fogo, iniciada desde fevereiro de 2008 para combater este tipo de crime no estado.

De acordo com o delegado Cristiano Sampaio, superintendente da Polícia Federal no Maranhão, as prisões ocorreram em função de uma investigação iniciada no final de 2001, quando a PF recebeu informações de que a prefeitura de Maranhãozinho estaria cobrando pedágio para que caminhões entrassem nas terras indígenas do Alto-Turiaçu e transportassem madeira de árvores nativas, extraída ilegalmente.

Dos presos, quatro eram responsáveis pela segurança e acesso à terra indígena pertencente à União, a fim de garantir a prática da ação criminosa. Estas pessoas, conforme contou o delegado Humberto Evangelista, da Delegacia de Crimes Ambientais e Patrimônio, que esteve à frente das investigações, estavam com fardamentos com a identificação da Guarda Municipal da Prefeitura de Maranhãozinho. Duas delas foram detidas no povoado Centro do Elias e as outras duas na quadra 80-I, do município.

Além das quatro pessoas suspeitas de serem funcionárias da prefeitura, outros dois motoristas de caçamba também foram presos, após saírem da reserva indígena, em Maranhãozinho. No decorrer da ação policial, foram apreendidas duas correntes e 10 cones, usados para controlar a entrada e saída de caminhões; 12 cartões, que cada caminhoneiro era obrigado a apresentar para poder entrar na reserva e que eram obtidos na própria prefeitura; as camisas usadas como fardamentos; um revólver calibre 38, municiado com seis cartuchos e com mais seis avulsos, um facão, uma espingarda de fabricação caseira e um caminhão que transportava aproximadamente 6m³ de madeira.

Conforme explicou o superintendente da PF, o próximo passo das investigações é descobrir de quem partiam as ordens para as práticas criminosas, ou seja, os comandantes da quadrilha. “Nós já possuímos uma linha de investigação traçada e alguns depoimentos prestados indicam o envolvimento de outras pessoas. Estamos trabalhando para obter as comprovações. Mas já podemos afirmar que existe um envolvimento efetivo de servidores municipais no crime”, destacou Cristiano Sampaio. O superintendente da PF revelou que três policiais militares são acusados de participar da quadrilha e que a informação já teria sido repassada para o secretário de Segurança Pública, Aluísio Mendes.

Os seis presos foram autuados em flagrante pelos crimes de transporte ilegal de madeira, furto de patrimônio da União e formação de quadrilha, que podem gerar até 15 anos de reclusão. Eles foram encaminhados para a carceragem da Polícia Civil do município de Governador Nunes Freire – MA, onde permanecerão custodiados à disposição da Justiça Federal.

Fonte: Gabriela Saraiva (Jornal Pequeno)

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